terça-feira, 20 de julho de 2010

O inferno são os outros

Um dos temas filosóficos que mais me interessam é o da intersubjetividade, isto é, as relações entre os indivíduos. Tanto minha dissertação, quanto, atualmente, minha tese, versam sobre essa questão, a partir da perspectiva do filósofo francês Jean-Paul Sartre. Hoje, gostaria de compartilhar alguns pontos dessa perspectiva com vocês, que nos fazem refletir um pouco sobre esse assunto tão complexo, e que nos afeta cotidianamente.

Há uma frase bastante famosa de Sartre, presente em uma das peças de teatro que ele escreveu, chamada Entre quatro paredes (Huis clos no original francês), que pode resumir o ponto de vista do autor sobre a intersubjetividade: “o inferno, são os outros”. À primeira vista, lemos essa frase como um atestado de pessimismo quanto ao sucesso das relações humanas – mas, na minha visão, a coisa não é bem por aí.

Em sua principal obra, O ser e o nada, Sartre aponta que a característica essencial do homem é sua liberdade radical (isto é, o homem é ontologicamente livre, é livre em seu ser). Há um famoso jargão existencialista (movimento filosófico que tinha em Sartre um de seus expoentes), que diz que, no homem, “a existência precede a essência”. Bem resumidamente falando, isso significa que, para um existencialista, o homem primeiro nasce, passa a existir no mundo, e só depois, no decorrer de sua vida, ele constrói algo que possa ser chamado de sua “essência” – aquilo pelo qual identificamos cada pessoa em particular. Essa “essência” se forma, basicamente, pelas escolhas que cada um de nós faz ao longo de nossas vidas (valores, profissão, a forma de se relacionar com os outros, opiniões, gostos, crenças, etc.). Ainda na peça Entre quatro paredes, Sartre afirma que, afinal, um homem “nada mais é do que a soma das escolhas que fez durante sua vida”. É nesse movimento que nossa existência pode ganhar um sentido que, a priori, ela não tem.

Se o homem é fundamentalmente livre, mesmo alguém mantido sob a mais cruel dominação, no fundo permanece livre em seu ser, em sua consciência. Quer dizer, um homem jamais conseguirá dominar plenamente o outro, penetrar plenamente em sua consciência: sempre haverá lá uma resistência, um resquício de liberdade. Em outros termos, um homem nunca pode ser reduzido completamente à condição de um objeto; a isso sempre haverá uma espécie de oposição por parte de nossa consciência, oriunda de nossa liberdade radical.

Nesse sentido, as relações humanas são, a princípio, conflituosas: quando encontro o outro, há um confronto entre minha liberdade e a dele. Porém, e isso é importante, esse conflito não é tudo. Eu preciso do outro, por exemplo, para me conhecer plenamente, para escapar ao que Sartre chama de má-fé, essa espécie de mentira que contamos a nós mesmos para fugir da angústia, que se origina da responsabilidade que temos por nossas escolhas (vou dar um exemplo bem grosseiro, mas que pode ajudar: fui mal numa prova hoje. Ontem, porém, ao invés de estudar, resolvi ficar vendo TV. Para Sartre, é preciso que ajamos autenticamente diante dessa situação, é preciso que eu assuma a responsabilidade de que fui mal porque não quis estudar, porque preferi ficar vendo TV. No entanto, frequentemente agimos de “má-fé”, e tentamos nos enganar, por exemplo, dizendo que fomos mal na prova porque ela estava muito difícil, ou porque o professor é ruim, etc., eliminando o peso da responsabilidade por nossas escolhas). O olhar alheio é responsável por nos ajudar a escapar da tentação da má-fé, ele é responsável por nos dizer quem somos, e não quem pensamos ser – o que é fundamental se quisermos melhorar, crescer, evoluir em todos os aspectos. Isso para não falar do necessário processo de socialização, sem o qual não conseguiríamos sobreviver.

Assim, na perspectiva sartriana, não há relação humana que não carregue em si mesma um germe de tensão. “O inferno são os outros”, para Sartre, significa justamente isso: porque o outro também é livre, não podemos controlar completamente o que ele pensa, o que ele nos diz, o limite que ele impõe à nossa liberdade (o que frequentemente gera conflito); mas, ao mesmo tempo (daí vem a tensão), preciso dele, de seu olhar (ainda que, muitas vezes, esse olhar veja algo em nós que não gostamos), para me conhecer e poder agir no mundo, pois apenas por nossas ações (sobretudo as que interferem positivamente na vida dos outros), e no nosso contato intersubjetivo autêntico (que ocorre quando encaro o outro como um ser igualmente livre, e não como um simples objeto), que podemos superar nossa situação e dar um sentido legítimo à nossa existência.

Naturalmente, o que fiz nesse texto foi expor, de maneira bastante superficial, alguns tópicos que nos chamam à reflexão. Além disso, em Filosofia, sempre é bom ressaltar, toda teoria é passível de críticas e retificações (Merleau-Ponty, por exemplo, faz uma crítica à filosofia de Sartre, particularmente no que diz respeito à intersubjetividade, por uma via que acho muito fecunda). No entanto, a perspectiva filosófica de Sartre sobre as relações com os outros traz alguns elementos importantes para pensarmos. No fundo, o que a teoria sartriana coloca é que, se o homem é livre (embora sempre imerso numa “situação” particular), toda relação humana baseia-se numa escolha de cunho moral, quer dizer, na forma como escolhemos ver e nos relacionar com o outro (e, concomitantemente, conosco mesmos). Ao fim e ao cabo, segundo Sartre, a última palavra compete a cada indivíduo. Mas, com base no que foi exposto, você poderia questionar: numa sociedade altamente individualista como a nossa, na qual a maioria das pessoas é vista como uma simples mercadoria, ou como número para estatísticas, como conjugar nossa liberdade com o respeito e a afirmação da liberdade do outro? Quer dizer, é possível, na existência cotidiana de um modo geral, que a necessidade de relações autênticas, de relações que compreendam o outro em sua particularidade, sem “coisificá-lo”, se sobreponha à esmagadora ideologia do “cada um por si” – que, sob a máscara da imprescindível defesa da liberdade individual, nos conduz à barbárie do egocentrismo exacerbado? Não somos levados, por conta das exigências de nossa “situação”, a sempre privilegiar o conflito em detrimento da solidariedade? Eu responderia dizendo que, para Sartre, embora seja particularmente possível (não sem dificuldades) que haja relações autênticas, mesmo diante desse quadro (porque nossa ação pode modificar a situação na qual estamos inseridos), a única saída de fato eficaz é superar coletivamente a atual conjuntura, em direção a uma sociedade que nos dê as bases para travarmos relações mais autênticas, livre do peso do individualismo e da luta diária pela sobrevivência – em suma, superar o capitalismo. Mas, nesse caso, restaria uma outra indagação: como concretizar tal saída se, em geral, os interesses individuais hoje afogam as necessidades coletivas? Acho que um dos desafios contemporâneos é justamente tentar desatar esse nó.

Para quem se interessar:

SARTRE, Jean-Paul. Entre quatro paredes, ed. Civilização Brasileira.
_________________. O ser e o nada, ed. Vozes (Terceira Parte, sobretudo);


77 comentários:

  1. Muito sobre isso meu professor de história já falava. Dizia ele ''enquanto as pessoas não se unirem numa força só, a sociedade não vai mudar''. Concordo com você.

    ResponderExcluir
  2. Olá Vinicius,
    adorei essa postagem, vc escreve muito bem!
    Abç. ; )
    Chloe

    ResponderExcluir
  3. Poxa Vinicius, muito bom e elucidativo, o seu texto.
    Gostei muito, pois eu sempre acho que o inferno são os outros, por isso prefiro cada vez mais me isolar das pessoas. Obrigado pelo seu texto e parabéns pela inteligência e sensiblidade,abs.
    Cesar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas a questão posta é que, precisamos do outro para enxergamos nossos próprios defeitos. A questão de se isolar é, justamente, o oposto retratado. Abraço!

      Excluir
  4. Obrigado Cesar. Mas, no final das contas, acho que a compreensão do outro é importante para nos aproximarmos dele, respeitando-o em sua individualidade, e não nos afastarmos.
    Abraço

    ResponderExcluir
  5. Muito bom.... Aprendi bastante!
    Abraço!

    ResponderExcluir
  6. Muito bom, super bem escrito, super explicativo.
    Parabéns

    Beth Ramos

    ResponderExcluir
  7. Um dos aspectos mais irónicos do colectivismo,ou no caso aqui expresso, do marxismo, é que só existem duas escolhas possiveis, o a «solução» ou o «problema» - sendo estes, o que está a favor do colectivo, ou contra ele. Não é preciso ser um capitalista nato, para constatar este facto através do estudo dos regimes comunistas dos século XX. O colectivismo, é acima de tudo, um ideal, um ideal comum digamos; e se por muito «estranho» que pareca aos olhos dos idealistas, que um ideal não reine na mente de cada um dos milhões de individuos que constituem um colectivo, é porque tal é, de facto, impossível. Se cada um de nós é inevitávelmente condicionado por casualidades diferentes do outro, como poderiamos querer todos o mesmo? A não ser que um ideal moral se sobreponha à vontade individual - mas como seria isto liberdade? Apesar de encontrar falhas tanto no sistema capitalista, como marxista, reconheço que o capitalismo é muito mais "amigo" do principio de escolha individual que o marxismo. E o que é a escolha, senão o princípio da liberdade?

    André Fontes

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro André, discordo de sua posição. Em outros textos aqui no blog levantei alguns elementos a respeito do que você trata - que é um problema,d e fato, para o marxismo. Essa questão da liberdade, porém, é bastante mais complexa, tanto quanto o é associar o marxismo aos regimes socialistas do século XX. Espero um dia poder escrever algo mais detalhado por aqui.
      Abraço

      Excluir
  8. Brilhante texto, Vinícius! Permita-me compartilha-lo(seu link) no facebook. Caso discorde, excluo da minha página imediatamente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Fausto! Fique à vontade para compartilhá-lo.

      Excluir
  9. MUITO BOM!!!!!! Mas, afinal, como romper com liquidez moderna de uma sociedade individualista? Porque apesar de a ideologia do "cada um por si", como citada por você, vigorar, os seres, sentem-se livres para exigir o tempo do outro pra si, num conceito deturpado de urgencia moderna! Um verdadeiro nó.

    Marília

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Marília!
      Este nó é realmente difícil de ser desatado. Creio que a solução passe pela política.Espero, em breve, poder escrever algo a respeito.
      Abraço

      Excluir
  10. Ah Vinícius, muito bom seu trabalho [...] como já disseram, deveras elucidativo. Vale ressaltar que me diverti bastante lendo seu perfil que, assim como o texto demonstra entendimento e sensibilidade.
    Obs: Pena que não percebemos que a tensão (quando precisamos do outro) serve para ampliar nossa essência.
    Mais textos articulados pra você,
    Natalia

    ResponderExcluir
  11. Excelente análise,muito elucidativo, instigou a minha curiosidade em ler "o ser e o nada'".A propósito,é uma leitura muito pesada,isto é,muito difícil de compreender?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, depende principalmente da familiaridade que você tiver com a filosofia. É um livro técnico, com um vocabulário próprio, que pode ser de difícil compreensão caso você seja um "leigo" em filosofia. Com um pouco de paciência, porém, acho que é possível compreender as linhas gerais do que o Sartre propõe. De repente, pode valer à pena começar por um comentador, algum livro de introdução ao pensamento do Sartre (cuja obra principal é "O ser e o nada"), para se familiarizar com os conceitos e a proposta geral.
      Abraço

      Excluir
  12. Desde quando escutei: "O inferno são os outros" achei interessante mesmo sem saber exatamente o que isso queria dizer, muito tempo se
    passou e essa frase sempre aparecia em várias ocasiões, citadas por outros na maioria das vezes. Porém, nunca vinha a mim o que isso significava, até que passando por situações onde o convívio entre outras pessoas eram imersas em tensões, imposições e a vontade de dominar o outro ficou insustentável e no meio disso me veio na mente: o inferno são os outros. Foi nesse ponto que me veio à luz o que essa frase quer dizer e pesquisando na Internet pra me aprofundar encontrei seu blog que me clareou e confirmou o que confabulei. Parabéns.

    ResponderExcluir
  13. Parabéns Venícios, vocé tem uma boa inspiração em escrever textos que eu acho muito
    optimos no meu ponto de vista. Aprendí bastante com a sua literatura.
    De : Etelvino a

    ResponderExcluir
  14. Muito prazer Vinícius, meu nome é Felippo Pedroza.
    Você acha que as escrituras de Sartre tem alguma relação com sua concepção política, já que o mesmo aderia o comunismo?
    Os livros de Sartre seguem alguma cronologia de enrredo?
    Quais seriam suas recomendações?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Felippo. Há uma relação, sim, especialmente a partir do momento em que Sartre se aproxima dos comunistas, no final dos anos 1940. Na verdade, a concepção política de Sartre sempre esteve ligada à ideia de liberdade, de libertação humana.

      Quanto à cronologia, creio que a leitura de O existencialismo é um humanismo, e depois de O ser e o nada, chegando, finalmente, à Critica da razão dialética, é uma boa sequência.

      Abraço

      Excluir
  15. Estava agora as 22hs, sentada debaixo de um pé de pau, conversando com um jovem amigo filósofo.Falando sobre "O inferno ser o outro",cheguei aqui. Grata, meu jovem Vinícius, foi um achado seu site.Visitarei com mais tempo.Paz e bem!

    ResponderExcluir
  16. Muito bom o texto, por mais que tenha entendido pouco em alguns pontos, mas isso é motivo para eu ler mais. Parabéns pelo texto.

    ResponderExcluir
  17. Muito bom seu texto, sua linguagem usada e o modo como explica... Sou aluna de CCiências Humanas e estou tendo aula de Antropologia Filosófica, a prof. fez cotação dessa frase e fiquei muito encantada com seu sentindo, consegui encontrar em seu artigo um a mais para o que já tinha sido exposto e simplesmente amei!

    Meus Parabéns!

    Suzana Rossi

    ResponderExcluir
  18. Depois de muito conversar pela internet aprende-se a descobrir a personalidade da pessoa pela forma que usa as palavras, este que escreveu com certeza se acha melhor que os outros porque estudou, fica claro isso por exemplo:
    "Há uma FRASE BASTANTE FAMOSA de Sartre, presente em uma das peças de teatro que ele escreveu,CHAMADA Entre quatro paredes (Huis clos no original francês), Primeiro ele fala que é muito famosa e depois escreve "é chamada" ( falando que todo mundo conhece menos o leitor) e várias outras passagens que mostra que a pessoa se gaba de seu estudo ". Bem resumidamente falando", observei estas pessoas, a maioria são esquerdistas, por algum motivo, não sei se o autor mas há grandes chances

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Talvez um dia eu seja capaz de conhecer o caráter de alguém apenas pelo uso de palavras aleatórias em um texto de divulgação filosófica. Conto com a ajuda do anônimo que escreveu esse comentário (tão humilde, que sequer quis se idenrificar) para me ajudar ;)

      Excluir
  19. E a moral Kantiana com seu imperativo categórico? E o superego de Freud? O individuo é assim completamente dependente do outro para discernir?
    Sei lá, essa visão de Sartre me pareceu um tanto estrábica(...rsrsrs, entedeu?Sartre, estrábica...kkk)
    Claro que é importante para a tolerância, a construção do conhecimento e da paz social, mas considero não exclusiva.
    To me sentindo um pouco essencialista hoje...kkkk
    Parabéns e Grato!

    PS: Incipiente, sem Doutorado, sem Mestrado, nem sequer graduação na área!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá João!

      Sartre recusa o imperativo categórico de Kant, assim como a psicanálise freudiana (ainda que, vale lembrar, o superego seja uma construção que ocorre a partir do outro).
      E, de fato, não cabe "essencialismo" no pensamento sartriano.

      Grato pelo comentário.
      Abraço

      Excluir
  20. Adorei o texto, Vinícius. Um abraço

    ResponderExcluir
  21. Muito obrigado Vinicius .... Ajudou muito ter lido .... Abraços

    ResponderExcluir
  22. Vinicius obrgdo pelo texto, a leitura ajudou bastante ...... Parabéns

    ResponderExcluir
  23. Muito bom, parabéns. Resalto e já me discculpo, pelo resalto, é que, a defesa da luta de classe, não contrapõe a liberdade, pelo contrário, ela nós une a um pensamento, a questão é que esse pensamento é valorativo, max aqui aparece de forma valorativa.


    ResponderExcluir
  24. Há tempos que eu estava com este seu texto salvo nos favoritos para ler, mas ainda não havia lido. Li agora e fiz questão de ler todos os comentários. Muito bom. Ainda não li nada do Sartre, mas conheço suas ideias, e as do Camus também. Você escreve de maneira muito simples, que é como eu considero que deveriam ser a maioria das escritas — escrevo também e dizem o mesmo. Muito obrigado pelo texto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu é que agradeço pela leitura e pelas palavras, Carlos. Abraço

      Excluir
  25. Gostei deste texto, leve, para refletir da forma filosóficamente correta, aquela não qual não se arrasta ransos pacionais...

    Gostei, leve como um vinho do porto ao cair da tarde, aos tragos de um bom longo Romeu y Julieta.

    ResponderExcluir
  26. Que texto EXCELENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  27. Gostei muito. Elucidativo. Claro. Coeso. Coerentemente articulado. Parabéns.

    ResponderExcluir
  28. Este texto é muito esclarecedor ! Conduziu-me à profunda reflexão sobre as relações humanas ! Obrigado !

    ResponderExcluir
  29. Excelente texto. Fácil leitura e compreensão. Eu gosto muito de Sartre,particularmente essa frase e suas diversas interpretações. Que o atual cenário no qual vivemos não nos esmague com tanto individualismo e frieza e que retomemos a nossa humanidade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Janaína! Plenamente de acordo com você. Abraço

      Excluir
  30. Parabéns pelo texto, bastante instigante. Me formei em Ti, mas hoje me indetfico muito mais com ciências humanas do que exatas, até porque desejo ser gestor no futuro, e para isso é necessário conhecer a si mesmoz e tentar entender os outros. Acima disso, sou apaixonado por livros, em si, eles me mudaram. Me tire uma dúvida, esse frase de Sartre, não cabe diversas interpretaçoes? Tendo em vista que as pessoas podem tanto não acreditar no que acredito, ou abrir nossos olhos para nossas afecções errôneas? Não querer quando queremos? Enfim, é uma frase com múltiplas interpretações. Desde já, agradeço o conhecimento difundido

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado, Augusto!! Certamente, a ideia sartriana comporta outras interpretações. Como, aliás, é comum em filosofia.

      Abracos

      Excluir
  31. Muito bom texto e elucidativo, como diversas vezes citado. Eu sou um jovem que escreve poesias, e alguns textos, e me vejo sempre em conflito com diversas visões do outro, com nossas dificuldades. Acho que ainda há muito a se pensar e refletir. Mas o amigo ajuda bastante nessa questão. Seria instigante se um dia conversassemos. Abraço e obrigado, além do parabéns pelo texto.

    ResponderExcluir